segunda-feira, 11 de agosto de 2014

PARTIDOS NANICOS DA FPA INSATISFEITOS

Aumenta o clima de insatisfação de dirigentes de partidos nanicos que integram a Frente Popular do Acre (FPA), coligação capitaneada pelo PT, no Acre. Alguns presidentes de pequenos partidos que apoiam a reeleição do governador Sebastião Viana (PT), reclamam da falta de estrutura financeira para seus candidatos na disputa por cadeiras na Aleac e na Câmara dos Deputados.
Os dirigentes afirmam que estariam sendo tratados “a pão e água pelo alto clero do PT”. Para eles, os cardeais da FPA estariam priorizando os candidatos ligados ao PT e neutralizando o poder de mando dos presidentes dos partidos nanicos. Os dirigentes não descartam uma debandada de pelo menos quatro legendas, se não houver uma distribuição de apoio para suas agremiações.
Os “donos” dos partidos nanicos questionam ainda a organização dentro da coligação e garantem que, “quem tem uma estrela no peito há mais de 10 anos, age como coordenador de campanha. A FPA está uma verdadeira casa da mãe joana, ninguém sabe quem realmente comanda o processo”, protesta um dos dirigentes. Revoltado, ele afirma que poderá haver baixa na FPA, nos próximos dias.
Fonte: ac24horas

domingo, 10 de agosto de 2014

BOLÍVIA: EM SANTA CRUZ MULHER DEU À LUZ GÊMEAS SIAMESAS UNIDAS PELO CORAÇÃO E FÍGADO

Uma mulher boliviana deu à luz gêmeas siamesas unidas pelo coração e fígado em um hospital da cidade de Santa Cruz, que por enquanto se encontram estáveis, informaram neste sábado (9) os meios de comunicação locais. As meninas nasceram na sexta-feira (8) mediante uma cesárea, pesando juntas cinco quilos, e “compartilham o coração e o fígado e estão unidas na altura do peito”, disse a doutora Gina Ribeira, segundo o jornal “El Dia”.
É provável que as pequenas também compartilhem parte do baço, apesar de uma equipe médica estar realizando exames adicionais para estabelecer com maior certeza quais órgãos internos estão comprometidos na união. Os pais são dois jovens bolivianos (o homem de 20 anos e a mulher de 28) que vivem na cidade amazônica de Trinidad (nordeste) e já têm uma filha de quatro anos, segundo a imprensa de Santa Cruz.

Uma primeira ultrassonografia da mulher aos cinco meses de gravidez mostrou que se tratava de dois bebês. Em um segundo teste aos sete meses, os médicos puderam ver que as meninas estavam unidas, por isso que o caso foi tratado na maternidade de Santa Cruz.
A mãe esteve internada no hospital durante um mês até completar 37 semanas de gravidez e ontem nasceram as meninas, que foram chamadas de Ana e Taylor. O casal pediu apoio econômico, pois se trata de uma família de poucos recursos.


Em 2013, nasceram na região central de Cochabamba outras bebês siamesas unidas pelo tórax e o abdômen que compartilhavam o fígado e o pericárdio. Então, uma equipe formada por 29 médicos de mais de 13 especialidades conseguiu, pela primeira vez na Bolívia, separar com sucesso as meninas, apesar de uma delas falecer três dias depois da intervenção devido a complicações dos problemas que padecia desde que nasceu.
Com informações do ac24horas.

ACRE POLÍTICA: NO ACRE - “NÃO HÁ NADA MAIS ANTIAMBIENTAL DO QUE A MISÉRIA! MEU ESPORTE FAVORITO É DERROTAR O PT!” – AÉCIO NEVES

Em visita ao Acre no início da noite deste sábado (9) o candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, defendeu políticas de desenvolvimento econômico para a Amazônia que assegurem o crescimento da região com respeito às suas particularidades ambientais. “Não há nada mais antiambiental e antiecológico do que a miséria. Nós temos que preservar este nosso bioma extraordinário que é a Amazônia por meio de investimento em pesquisas e tecnologias”, defendeu ele.
O candidato prometeu que, num eventual governo tucano a partir de 2015, uma de suas prioridades será a construção da ponte sobre o rio Madeira, em Rondônia. Quando visitou o Acre no período de isolamento do Estado por conta da cheia do rio Madeira, a presidente Dilma Rousseff (PT) garantiu o início da construção da obra ainda este ano.
O candidato do PSDB defendeu a integração econômica do Acre com os mercados do Peru na região de Cruzeiro do Sul. “É importante criarmos o eixo que permita a integração desta região, a partir de Cruzeiro do Sul, com o Peru. Isso é essencial para se captar competitividade àquilo que se produz aqui”, declarou.
“Vamos garantir a boa convivência entre a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico e social.” Desde 1999, quando o PT assumiu o governo do Acre, o Estado passou a adotar uma política de desenvolvimento sustentável que tem como base a exploração dos recursos naturais disponíveis.
“O Brasil se transformou num cemitério de obras inacabadas. As regiões Norte e Nordeste serão as prioritárias para os investimentos em infraestrutura que possibilitem maior competitividade às atividades econômicas”, declarou ele. “E aqui [na Amazônia] nós temos que discutir a viabilidade de investirmos em ferrovias, porque, do ponto de vista ambiental, pode ser mais adequado.”
“A proposta de mudança que defendemos aqui não difere da que defendemos para o resto do Brasil. Queremos que o resgate da eficiência no serviço público e tratamento republicano do governo federal e do governo estadual, dando condições aos municípios de enfrentarem suas dificuldades”, diz Aécio Neves.
O candidato tucano disse que o Acre tem uma realidade própria. Ele promete construir a ponte do Rio Madeira. “Precisamos tirar os compromissos adiados do papel. Quando vencermos as eleições, vamos fazer a ponte sobre o Rio Madeira. Um compromisso que o atual governo não teve competência de fazer”, destaca.
O presidenciável prometeu ainda “criar um eixo que permita a integração da região a partir de Cruzeiro do Sul com o Peru”, para garantir competitividade dos produtos produzidos no Acre, além de garantir a boa convivência da preservação ambiental e o desenvolvimento econômico e social.
Segundo Neves, “não há nada mais antiambiental do que a miséria. Temos que preservar o bioma da floresta com pesquisas e investimentos nas universidades, para definir as potencialidades com foco na melhoria de qualidade de vida das pessoas”, destaca o tucano que não deixou de alfinetar o PT.
Questionado sobre um declaração do ex-presidente Lula (PT), que teria afirmado que ele mantém uma oligarquia em Minas Gerais, o candidato Aécio Neves foi irônico: “meu esporte preferido em Minas ao longo dos anos, tem sido derrotar o PT e derrotar no primeiro turno”, ressalta.
Para Aécio Neves, o Brasil e o Acre estariam caminhando para o fim de um ciclo. “Não faço política com ataques pessoais. Tenho até uma boa convivência com Jorge Viana, mas existe um sentimento de mudança. É hora de construir um novo projeto político e de desenvolvimento para esta região”.
“Há uma omissão criminosa do governo federal com a segurança pública. Temos que ampliar o contingente da PF e ter uma política nacional de segurança, onde o governo assuma as responsabilidades. o tráfico de drogas é um problema da União. Vamos criar o ministério da segurança pública e justiça”.
O presidenciável acredita que o Governo Federal estaria fazendo uma política equivocada de investimentos na segurança. “É preciso impedir que os recursos dos fundos de seguranças sejam contingenciados. Vamos enfrentar a questão de nossas fronteiras com estratégia, inteligência e parcerias”.
Aécio Neves questionou as obras realizadas através do PAC. “O Brasil virou um cemitério de obras inacabadas. As regiões Norte e Nordeste serão prioritárias em investimentos de infraestrutura”. O candidato promete discutir viabilidade de investimentos em ferrovias que teriam menos impacto ao meio ambiente.
Com informações do ac24horas e contilnet notícias.

FELIZ DIA DOS PAIS!!

Quem disse que por de trás daquela barba que nos arranha o rosto não tem um coração moleque querendo brincar?
Quem disse que por detrás daquela voz grossa não tem um menino criativo querendo falar?
Quem foi que falou que aquelas mãos grandes não sabem fazer carinho se o filho chorar?
Quem foi que pensou, que aqueles pés enormes, não deslizam suaves na calada da noite, para o sono do filho velar?
Quem é que achou que no fundo do peito largo e viril não tem um coração de pudim, quando o filho amado, com um sorriso largo se põe a chamar?
Quem foi que determinou que aquele coroa, de cabelos brancos não sabe da vida para querer me ensinar?


"Pai, pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo para gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez
Pai, pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz
Pai, pode crer, eu tô bem eu vou indo
Estou tentando vivendo e pedindo
Com loucura para você renascer
Pai, eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Para falar de amor para você
Pai, senta aqui que o jantar está na mesa
Fala um pouco tua voz está tão presa
Nos ensina esse jogo da vida
Onde a vida só paga para ver
Pai, me perdoa essa insegurança
É que eu não sou mais aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu
Pai, eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Para pedir pra você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar
Pai, você foi meu herói, meu bandido
Hoje é mais muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz"

Pai, você me escolheu filho, eu te fiz exemplo!
Feliz Dia dos Pais, meu pai.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

ALEAC: Lei garante revalidação de títulos obtidos em instituições de ensino dos países do Mercosul

O Diário Oficial do Estado do Acre (DOE) dessa quinta-feira (07) publicação da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) que dispõe sobre as exigências para internalização de títulos obtidos em instituições de ensino superior do MERCOSUL. A publicação foi assinada pelo presidente da Casa de Leis, deputado Élson Santiago (PEN).
De acordo com o documento, a Aleac vedou ao Poder Público Estadual exigir a revalidação de títulos obtidos em instituições de ensino superior dos países membros do Mercado Comum do Sul – MERCOSUL.
A medida vale para concessão de progressão funcional por titulação; gratificação pela titulação; e concessão de benefícios legais decorrentes da obtenção da titulação respectiva.
A lei vale para servidores da administração indireta, autarquias, Poder Judiciário, Poder Legislativo e Ministério Público e Tribunal de Contas.
O documento diz que para comprovação de que os cursos foram ofertados nos países-membros do MERCOSUL, será exigida a comprovação através do passaporte expedido por autoridades constituídas.
Fonte: contilnet noticias

FEIJÓ: "MÁFIA DOS RAMAIS"

A vereadora Matildes (PSDB), de Feijó, denunciou à imprensa daquela cidade uma suposta rede de pessoas que trabalham sistematicamente para praticar fraudes em licitações do governo do Estado no tocante a obras de recuperação de ramais no município.
Matildes denominou a suposta prática como a “máfia dos ramais”, onde são usados os chamados “laranjas” para executar o serviço final de recuperação de ramais. A vereadora promete levar o caso até o Ministério Público Estadual para que providências sejam tomadas.
Vereadora Matildes (PSDB)
A vereadora tucana diz que existem várias empresas de fachada, que não existem, na prática, e nem têm competência para executar quaisquer tipos de serviços técnicos, que se habilitam para concorrer em licitações e obtêm êxito através de um esquema mantido com pessoas do governo. “Virou um verdadeiro balaio de gatos”, denuncia.
Matildes diz que tudo começa quando as empresas que ganham as licitações e repassam os trabalhos aos “laranjas”, que por sua vez, não têm as mínimas condições de executar os serviços. No final, quem fica no prejuízo são os produtores rurais, que terminam ficando sem ramais.
A reportagem entrou em contato com o diretor do Deracre, Ocírodo Júnior, para saber sobre o processo de recuperação de ramais no município de Feijó, mas não obteve sucesso.
Na primeira ligação feita para o telefone com final 28, o diretor informou que estava em reunião e não poderia atender. Posteriormente, a reportagem entrou em contato novamente, mas não foi atendida. O portal ContilNet Notícias concederá espaço para os devidos esclarecimentos do órgão estadual.
Fonte: portal ContilNet Notícias

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

ACRE: 112 ANOS DA REVOLUÇÃO ACREANA

"Não é festa, é revolução!". Com essa frase dita ao comandante da Intendência boliviana em Xapuri (AC), Plácido de Castro deu início à terceira tentativa de tornar independente o território do Acre, no dia 6 de agosto de 1902, mesmo dia em que a Bolívia comemorava sua libertação do domínio espanhol.
A escolha da data pode soar irônica, mas foi apenas uma escolha estratégica de Castro, um gaúcho de 26 anos que já havia lutado na Revolução Federalista, no Rio Grande do Sul, alguns anos antes e estava no território acreano para trabalhar como agrimensor.

Apesar do aniversário da Revolução Acreana ser comemorado no dia 6 de agosto, a luta dos brasileiros, vindos na maioria da região Nordeste do Brasil, para ocupar o território do Acre e torná-lo independente da Bolívia começou anos antes.
"A Revolução é resultado de um longo processo histórico que se vivia, não só no Acre como na Amazônia, que foi o primeiro ciclo da borracha. A borracha se tornou tão valiosa quanto ouro, o que fez com que milhares de brasileiros subissem os rios atrás. Por isso, o Acre foi ocupado", explica o historiador Marcus Vinícius das Neves.
A ocupação do território acreano por brasileiros começou por volta de 1880. Inicialmente o governo boliviano não deu muita atenção, já que se tratava de uma região de difícil acesso e que até então, não possuía grande importância econômica. Foi só quando o coronel boliviano José Manuel Pando teve que se refugiar na região, após uma tentativa de golpe, que se deu conta do tamanho da presença brasileira e buscou alertar o governo.

"Quando o governo da Bolívia, em 1899, pretendeu se estabelecer no Acre e cobrar os impostos da borracha, houve uma revolta brasileira que deu origem ao processo que a gente chama de Revolução Acreana", conta Neves.
Galvez e as Repúblicas Independentes do Acre
A primeira insurreição contra o domínio espanhol, ocorreu em julho de 1899, quando o jornalista e diplomata espanhol Luís Galvez Rodriguez de Arias proclamou a República Independente do Acre. O governo de Galvez durou apenas 100 dias, pois, ele foi destituído do cargo pelo Exército brasileiro, que respeitando o Tratado de Ayacucho, assinado entre os dois países em 1867, considerava o Acre território boliviano.

Em novembro do ano seguinte, uma nova insurreição. Liderados pelo jornalista Orlando Correa Lopes um grupo de brasileiros tenta novamente proclamar a República Independente do Acre. O movimento, que ficou conhecido como "Expedição dos Poetas", devido o grande número de jornalistas e literatos que a compunham, foi facilmente expulso do território pelos bolivianos.

Independência
A chegada de Plácido de Castro ao Acre finalmente mudou a sorte dos brasileiros que desejavam se estabelecer no território.


"Quando Plácido de Castro, à frente de um exército de seringueiros, invade a cidade de Xapuri e a toma das autoridades, dá início a última fase da Revolução Acreana. A fase mais sangrenta, que levou os seringueiros a pegar em armas e ir a luta contra os bolivianos", ressalta Marcus Vinícius.


Segundo o historiador, até hoje não é possível saber com clareza quantas pessoas morreram no conflito e qual lado teve mais perdas. Já que as histórias são divergentes.


"As fontes brasileiras aumentam a quantidade de vítimas brasileiras, diminuem a de vítimas bolivianas, aumentam o número de tropas bolivianas e diminuem a quantidade na tropa brasileira. E as fontes bolivianas fazem o inverso. Eu estimo de maneira grosseira que cerca de 500 pessoas tenham morrido nos seis meses que duraram esses combates", diz.


Os combates da Revolução Acreana duraram seis meses e terminaram janeiro de 1903 com a assinatura do Tratado de Petrópolis pelo qual o Acre passou a ser reconhecido como parte do Brasil.

Toda essa história já foi contada em 'Amazônia de Galvez a Chico Mendes', minissérie escrita pela novelista Glória Perez e que foi ao ar na TV Globo, em 2007 ia ao ar.

Legado da Revolução
Para o historiador, mais que anexação do território acreano ao Brasil, a Revolução deixou marcas culturais que podem ser notadas ao longo dos últimos 112 anos.


"Foi uma luta contra os estrangeiros para que o Acre se tornasse Brasil. Mas logo depois o governo brasileiro criou no Acre um território federal e os acreanos foram novamente à luta para que tivessem autonomia política e depois quando a Ditadura Militar veio querer moldar o Acre e trazer os fazendeiros, houve novo momento de resistência dos seringueiros contra a transformação da floresta em pasto. Ou seja, o acreano tem na sua identidade uma marca de luta, resistência e defesa do Acre que permaneceu por toda sua história e começa exatamente na Revolução Acreana", reflete.